quarta-feira, 23 de abril de 2014

Lencinhos umedecidos DIY

Um dia desses me deparei com o termo ecomamy voando pela rede, achei engraçado : )
Então para as ecomamys ai vai uma receita de lencinhos umedecidos caseiros, maravilhosamente cheirosos e que fazem um bem danado pra pele do bumbum do bebê!

Material:

2 copos d'água
2 colheres de sopa de sabonete neutro líquido, de preferência sem cheiro (eu usei o de glicerina da granado)
3 colheres de sopa de óleo de coco medicado com calêndula  ou algum outro óleo vegetal (coco, semente de uva, azeite, amêndoas)
40 gotas de óleo essencial de lavanda
30 gotas de óleo essencial de Tea Tree (melaleuca)
1 rolo de papel toalha sem o rolinho central, biloners de fralda de pano, tecidos de algodão ou algodão de rolo (eu usei esses bioliners aqui)
1 pote com tampa


Exibindo IMG_20140423_141356.jpg


Preparo:

Dissolva o sabonete na água, acrescente o restante dos ingredientes e mecha bem. Despeje a metade da mistura na meiuca do bioliner (papel toalha) e a outra metade sobre o bioliner. Coloque no pote com tampa e pronto, é só usar.


Exibindo IMG_20140423_141523.jpg

Informações sobre os ingredientes:

Óleo de coco- Altamente emoliente, possui propriedades antifúngicas, e cicatrizantes.
Calêndula- Possui propriedades reepitalizantes, cicatrizante, antiedematosa, anti-inflamatória, antimicrobiana e antiviral.
Óleo essencial de Lavanda- Antisséptico, bactericida, calmante, analgésico, anti-inflamatório, cicatrizante, fungicida.
Óleo essencial de Tea Tree- Bactericida, fungicida, antiviral, imunoestimulante, ajuda na prevenção de assaduras.


O bumbum do seu filho agradece :D

terça-feira, 18 de março de 2014

Entrevista para o blog sweet chilli

Dei uma entrevista sobre o papel das doulas no parto humanizado para um blog de uma amiga, quem quiser conferir na integra, clique aqui

Abaixo um pedacinho do post.


Antes de preparar essa matéria, eu fiz uma pequena pesquisa de campo, entrevistando 35 mulheres – virtual e fisicamente, entre 25 e 40 anos. Basicamente a entrevista continha 2 perguntas:
1. Você sabe o que é uma doula?
2. Já teve ou conhece alguém que teve contato com uma doula?
Você pode responder mentalmente às questões acima. 85% das entrevistadas não chegaram à 2ª pergunta, que dependia diretamente de uma resposta anterior positiva. E você, como se saiu? :)
De acordo com o resultado da nossa pesquisa, dentre as mulheres que souberam responder à 1ª pergunta (15%), apenas 1 delas já teve contato indireto com uma doula.
Para responder às nossas dúvidas e desvendar esse mistério, o Blog Sweet Chilli convidou a queridíssima doula e naturóloga Paola Bernardelo para uma super entrevista. Embora os doutores Wikipedia e Google tenham as respostas na ponta da língua, nada melhor que um profissional para conversar conosco sobre esse tema, certo?

A pequena trapezista

A pequena trapezista




Parir é uma viagem sem volta e algumas mulheres se jogam, se recriam, se renovam, se curam se iluminam. Eu dei a luz ao meu filho e a mim também, lá, naquela sala de parto, as 11:45 da manhã do dia quinze de agosto de dois mil e doze, nasceu um bebê de pulmões fortes, nasceu uma mãe e nasceu uma doula.
A viagem estava apenas começando, a maternidade é um capitulo a parte e só quem se entrega a ela de corpo e alma consegue usufruir de sua totalidade, das suas belezas e das suas sombras também. Ser mãe é um eterno aprender, aceitar que nosso maior mestre tem só uns 50 cm. Escrever sobre a maternidade e toda sua complexidade não cabe aqui, escreveria dez mil páginas e ainda assim não conseguiria descrever toda a magnitude e profundidade do processo, e esse texto não é sobre mim, é sobre ela, a pequena trapezista, que me ensinou como ser doula.
Ela apareceu assim, discretamente em minha vida, com a leveza de quem sabe voar, veio quietinha mansinha, com cara de menina e me deu um presente sem igual. A pequena trapezista me deu confiança, olhou nos meus olhos e aceitou toda a minha inexperiência e me permitiu assistir ao maior espetáculo, o espetáculo da vida.
Aquela silhueta graciosa, de formas tão arredondadas e belas, emanava uma energia tão boa de vida nova, um tipo de energia que só as mulheres que carregam no ventre a semente das infinitas possibilidades conseguem emanar. Uma energia de amor maior, que muitas vezes nem quem está emanando consegue vislumbrar o poder. Uma energia que cresce, assim como a lua, e quando chega ao seu auge, plena, cheia, transborda trazendo para a natureza um novo ser, faz escorrer amor em forma de leite e transforma um coração em dois.
Numa bela noite de primavera, a trapezista dos olhos doces me ligou avisando que o espetáculo estava começando, meu coração serpenteou de alegria, sai correndo, pois não queria perder sua grande estreia no picadeiro. Cheguei à casa de parto e a encontrei começando a subir as escadas que a levariam para seu trapézio e pude ver em seus olhos aquela mistura de ansiedade, medo e felicidade que acontece quando o espetáculo está começando.
A escada balançava fraquinho, mas com muita frequência e aos poucos ela foi adaptando o seu corpo ao movimento, subindo devagarzinho e com muita graciosidade. Ali percebi que ia ver um espetáculo de força e leveza sem igual.
O trapézio estava lá, o show era só dela, e quanta beleza! Seu corpo todo parecia se iluminar com cada contração, meu sorriso era inevitável, o amor era quase palpável. Quanta força tinha aquela trapezista, que nos encantou por 48h ininterruptas de espetáculo, sem nunca duvidar do seu poder, ela sabia que era capaz de voar!
As horas passavam, seu corpo trabalhando com tanta intensidade e seu semblante sempre tranquilo fazia parecer para os expectadores que tudo aquilo era tão simples e leve. Assisti seu corpo aos poucos se transformar, seu ventre se modificar, e lá dentro o pequeno coreografo comandava os movimentos e seguia firme e forte com muito vigor, reafirmando para todos que ele sabia muito bem o que estava fazendo e não estava com medo.

O amor estava ali, em cada gesto, em cada gemido. O amor do pai emanava em energia curativa, e sua presença serena e firme era como uma rede invisível de proteção.



Ela balançou, subiu, rodopiou. Ia cada vez mais alto, num balé só dela, se preparou para o voo maior, nessa hora ela olhou para os meus olhos e eu tive certeza de que ela enxergou minha alma; pediu-me para segurá-la e se jogou com todo o corpo, com toda a vida. Lá no ar, no seu voo mais alto, seu corpo que já estava aberto, se dividiu em dois em uma explosão de amor, luz e ocitocina, e só depois do clarão pudemos ver que ali quem chegava era um menino (ninguém sabia até então), um botão de flor, um Lírio rosado com o mesmo olhar doce da pequena trapezista e de um azul seguro como o do pai. Eles se olharam, suas almas se reconheceram e eles se apaixonaram. Eu tive o privilégio de assistir esse espetáculo do mais puro amor, ali tão de perto. Me senti plena, me senti grata por toda a beleza da vida e suas conexões, grata por tudo que Nanci me ensinou e me permitiu (vi)ver.
Espero que a vida de vocês possa ser tão bela quanto o espetáculo do nascimento do Lírio, que as dificuldades possam ser sobrepostas com a leveza e força que você tem; que seu leite possa ser o alimento para o corpo e para a alma do seu filho e que sua linda luz nunca deixe de brilhar no palco da vida e dos amores, serei eternamente grata a vocês.




sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Amamentar é amor liquido - semana mundial do aleitamento materno

Essa foi nossa primeira tentativa de amamentação, logo nos primeiros minutos da vida, fora do vente, do Theo.
Nós não sabiamos muito bem como, fomos aprendendo aos poucos e, hoje, quase um ano depois dessa foto, ele virou profissional! Nós seguimos com a amamentação em livre demanda, com muito leite e muito amor.
Amamentar é amor líquido que transborda em forma de leite.
Apoiamos a Semana Mundial do Aleitamento Materno!





Links uteis:
http://www.aleitamento.com.br/eventos/conteudo.asp?cod=145
https://www.llli.org/brasil.html

domingo, 12 de maio de 2013

Dia das mães

Meu primeiro dia das mães,  com o filhote fora da barriga,  está quase terminando.
Enquanto escrevo esses pensamentos tortos, deitada na minha cama, amamento, assim deitada mesmo, na minha cama compartilhada de alegria e de amor, onde sinto o suave cheiro do meu filho,  que enche meu coração de alegria, me dá a tranquilidade da proximidade e a certeza que por mais picada que a noite venha a ser, o conforto quente de um corpinho pequeno bem perto do meu, descanca e traz paz para a minha alma.
Esse dia das mães tão especial, que mais uma vez passei longe da minha mãe,  me deixou emotiva, nostálgica,  pensando na minha infância,  pensando da minha mãe,  na minha avó.  Pensando.
Pensando em que amor que é esse, tão natural e tão arrebatador,  que chegou com o primeiro cheiro, com o primeiro choro, com a primeira respiração. Um amor que me modifica todos os dias, que me faz querer ser minha melhor versão de mim mesma. Amor que é tanto que escorre em lágrimas e me transforma e me transborda em leite. Amor que me faz esquecer de tudo, que me dá uma força de jacaroa, que me faz mulher,  me transforma em fêmea, mamifera e que me faz querer viver mais. Amor que chegou de dentro contraindo e expandindo e me fez compreender mais, e amar ainda mais a minha mãe.
Minha mãe,  meu começo de tudo, minha base mais profunda, meu primeiro cheiro, meu primeiro lar, meu primeiro amor. Uma mulher tão forte,  tão linda, tão ela, tão minha. Uma mulher que sem eu, ela não é ela, mas sem ela, eu nem seria. Uma mãe colo, mãe cafuné,  mãe conforto, mãe amor, mãe carinho. Aquela que me deu infinitos beijos,  me acalantou, me ensinou e que se faz presente, mesmo tão longe.  
Ela, que mesmo sem saber, mesmo sem eu saber, me mostrou o que é ser mãe com toda a alma.
Mãe, um título tão novo, uma posição tão inesperada,  mas com certeza a minha vocação.
Hoje sou só gratidão. Grata por ter na minha mãe a minha melhor casa e melhor amiga. Grata por meu filho,  que a cada dia me ensina mais vida e mais amor.
Mãe,  filho,
Nem sei traduzir em palavas a beleza dos sentimentos que por vocês sinto.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Lindo Blog de um pai - eu chorei lendo

Não entendo direito porque, mas ver pais escrevendo, falando dos filhos com amor e com a alma, me emociona profundamente.
Essa  tal de paternidade ativa, ainda tão pouco difundida, me encanta.
Gostaria muito que o pai do meu filho fosse mais ativo na paternidade, gostaria que ele conseguisse entender  que mesmo quando ele acorda cansado pela manhã, ele ganha, todos os dias, o maior presente da vida, o nosso filho sorrindo, pronto para dar e receber amor e carinho.

Mas parecem que existem machos mais sensíveis. E esse aqui é o blog mais lindo que eu já vi.

http://www.doseupai.com/

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013